| Centro de Controle de Zoonoses concluiu nesta semana avaliação do Índice de Breteau (IB), que aponta a densidade larvária no município para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O índice na cidade ficou em 1%, o que significa que a cada 100 imóveis visitados um apresentou recipiente com água e larvas.
De acordo com a coordenadora do Programa Municipal de Controle do Vetor Transmissor da Dengue, Ana Lúcia de Castro Silva, o índice está dentro do que é preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), porém indica a necessidade de reforçar as ações preventivas para evitar uma epidemia. "Segundo a OMS, o Índice de Breteau acima de 1% já é o suficiente para termos casos de dengue, por isso as pessoas devem tomar certos cuidados e eliminar os criadouros", ressaltou Ana Lúcia.
O levantamento do IB foi realizado entre os dias 8 e 12 de fevereiro, com 3336 imóveis visitados. No total foram coletadas 39 amostras de mosquito, sendo 33 positivas para o Aedes aegypti. A maioria das larvas foi encontrada em imóveis residenciais. "Os focos do mosquito estão nas casas das pessoas; os principais criadouros continuam sendo os pratos de vasos de plantas e os próprios vasos com água", alertou a coordenadora, lembrando que qualquer recipiente com água acumulada pode se transformar em um criadouro. "O importante é evitar recipientes com água parada", ressaltlou.
Para avaliação do Índice de Breteau, a cidade foi dividida em seis áreas. A maior concentração de criadouros foi registrada na área 4, que engloba as regiões do Jardim São Camilo, Vila Aparecida, Ivoturucaia, Jardim Tamoio, Colônia, Caxambu, Jundiai Mirim e Jardim Tarumã. "Nesta região, a cada 100 imóveis visitados, 2,3% apresentaram recipientes com água e larvas do mosquito".
Segundo Ana Lúcia, a cidade apresenta hoje cinco casos de dengue confirmados, sendo todos importados, ou seja, contraídos em outras cidades. Dois casos suspeitos estão aguardando resultado de exame. Embora os números não sejam alarmantes, é preciso combater os criadouros, a fim de evitar uma epidemia da doença, a exemplo do que vem acontecento em vários estados brasileiros. "Temos criadouros, mosquitos se reproduzindo e casos da doença. Com a amostragem do Índice de Breteau verificamos que é possível ter uma epidemia", enfatizou Ana Lúcia.
Atenção permanente
Diante da possibilidade de uma epidemia, a orientação do Centro de Controle de Zoonoses é para que a população matenha a atenção, colaborando com a Prefeitura no combate aos criadouros. Está marcada para o dia 26 de março mais uma edição do Xô Dengue, quando agentes de saúde, em parceria com o 12º GAC, vistoriam imóveis em busca de focos do mosquito.
Além deste trabalho, que em 2009 registrou mais de sete mil imóveis visitados em um único dia, o Centro de Controle de Zoonoses desenvolve, ainda, ações permanentes de combate ao mosquito, com atuação em pontos estratégicos, imóveis especiais e em armadilhas. Ainda em 2009 foi realizado o Dia de Mobilização Social para o Controle do Vetor Transmissor da Dengue. "O impacto promovido com essas ações permitiu uma maior conscientização da população, que precisa ser mantida". |
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